segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Simples Nacional - MEI - Documento fiscal

 

Simples Nacional - MEI - Documento fiscal

A Resolução CGSN nº 195/2026 (DOU de 22/10/2026) altera dispositivos da Resolução CGSN nº 140/2018 para dispor que as empresas optantes pelo Simples Nacional continuam obrigadas a comprovar suas receitas e emitir documentos fiscais, mesmo quando já existe uma tributação calculada por estimativa.

No que tange ao MEI, será permitido que a DASN-SIMEI seja utilizada como documento fiscal eletrônico nas vendas de mercadorias e prestações de serviços destinadas a consumidor final pessoa física não inscrita no CNPJ.

Importante observar que essas alterações produzirão efeitos a partir de 01/01/2027.

Perdão de dívidas e novo teto do MEI: entenda o que muda


 

Sancionada nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei Complementar 238/2026, que estabelece novas regras para os microempreendedores individuais (MEI), estabelece o perdão de dívidas tributárias com a União. A legislação também aumenta gradualmente o limite de faturamento anual e amplia a possibilidade de contratação de funcionários.

Batizado de Prospera MEI, o pacote inclui ainda medidas para facilitar a participação de pequenos negócios em compras públicas. Parte das mudanças, porém, só começa a valer em 2027.

Além da lei, Lula assinou o decreto que dispensa os MEI da obrigatoriedade de emitir nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas. A norma também prevê a dispensa para os chamados nanoempreendedores, conforme as condições estabelecidas na regulamentação.

O que muda?

Entre as principais medidas estão:

- Perdão de dívidas: remissão de débitos tributários federais abrangidos pela lei, incluindo contribuições previdenciárias, multas e juros.

- Novo teto de faturamento: limite anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil em 2028.

- Contratação de funcionários: possibilidade de contratar até dois empregados nas atividades contempladas pela nova regra.

- Nota fiscal: dispensa de emissão nas operações com pessoas físicas, conforme o decreto assinado pelo presidente.

- Dívidas bancárias: previsão de renegociação com descontos por meio de leilões com instituições financeiras.

- Compras públicas: ampliação das oportunidades de participação em contratações governamentais.

Como funciona o perdão?

A lei prevê a remissão de débitos tributários federais abrangidos pela medida, constituídos até 13 de outubro de 2026. O benefício inclui o valor das contribuições previdenciárias em atraso, além de multas, juros e encargos relacionados.

A estimativa divulgada pelo governo é de que cerca de 3,6 milhões de microempreendedores sejam beneficiados.

Para manter o benefício, o MEI deverá:

- Manter em dia o pagamento das guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis primeiros meses de vigência da medida.

- Cumprir as demais condições previstas na legislação para a remissão dos débitos.

- Observar as exigências aplicáveis caso existam ações judiciais relacionadas às dívidas.

A medida está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027. O perdão não significa devolução de valores que já tenham sido pagos.

Como fica o faturamento?

O limite anual do MEI, atualmente em R$ 81 mil, será ampliado em duas etapas. A mudança busca permitir que os empreendedores aumentem suas receitas sem precisar deixar imediatamente o regime simplificado por ultrapassar o teto atual.

- Até 2026: teto de R$ 81 mil;

- A partir de 2027: R$ 110 mil;

- A partir de 2028: R$ 140 mil

Os novos limites passam a valer nas datas previstas pela lei. O enquadramento continuará condicionado ao cumprimento dos demais requisitos exigidos para ser MEI.

Quantos funcionários?

A legislação amplia para até dois empregados o limite de contratação nas atividades abrangidas pela nova regra. Os trabalhadores deverão receber, no mínimo, um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.

A ampliação não deve ser interpretada como uma autorização irrestrita para todos os MEI: é necessário observar quais atividades estão contempladas e as condições específicas previstas na legislação.

O que muda na nota fiscal?

O presidente Lula também assinou nesta quarta-feira o decreto que dispensa o MEI da emissão de nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços destinados a pessoas físicas, conforme as condições da norma.

A medida também contempla os nanoempreendedores, categoria prevista no contexto da reforma tributária, que poderá reunir pessoas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil.

Para esse público, a regulamentação prevê dispensa de abertura de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e de emissão de nota fiscal nas vendas a pessoas físicas, respeitados os requisitos aplicáveis.

A dispensa não deve ser confundida com uma autorização geral para deixar de emitir documentos fiscais em qualquer operação. As exigências para transações com empresas e órgãos públicos devem ser observadas conforme as regras aplicáveis.

Como serão as dívidas bancárias?

O pacote também prevê uma frente de renegociação de débitos com instituições financeiras, em iniciativa associada ao Desenrola 3.0.

A proposta é realizar leilões a partir de novembro, com participação de bancos privados. As instituições deverão oferecer descontos mínimos de 90% sobre os saldos devedores para participar da operação, conforme as condições anunciadas pelo governo.

A expectativa oficial é alcançar cerca de 1,6 milhão de MEI inadimplentes. A compra ou renegociação das dívidas bancárias é uma medida diferente do perdão de débitos tributários com a União e depende das regras específicas da operação.

E o Pix de R$ 5 mil?

O pacote anunciado inclui a previsão de um auxílio de até R$ 5 mil para investimento na estruturação de pequenos negócios, chamado de Pix MEI.

A proposta prevê recursos entre 2027 e 2030, com prioridade para mulheres empreendedoras e MEI com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. O dinheiro deverá ser aplicado na aquisição de bens que contribuam para o desenvolvimento produtivo da atividade.

A iniciativa também prevê orientação e assistência aos beneficiários, com apoio de parceiros como o Sebrae.

A previsão de recursos, no entanto, não significa que o dinheiro esteja disponível para saque imediato. O acesso dependerá da implementação do programa e das regras operacionais a serem estabelecidas.

Como acessar compras públicas?

A lei também amplia as possibilidades de participação dos MEI em contratações governamentais e prevê mecanismos para facilitar o acesso às compras públicas.

A iniciativa busca aproximar pequenos empreendedores dos órgãos públicos compradores, inclusive por meio de plataformas como o Contrata+Brasil.

Os limites financeiros e os procedimentos aplicáveis variam conforme a modalidade de contratação. Por isso, o empreendedor deverá consultar os editais e as regras vigentes antes de apresentar uma proposta.

Quando as medidas valem?

- 21 de outubro de 2026: sanção da lei e assinatura do decreto presidencial.

- 1º de janeiro de 2027: previsão de início do perdão de dívidas e entrada em vigor de medidas como o novo teto de R$ 110 mil.

- A partir de novembro: previsão de início dos leilões para renegociação de dívidas bancárias.

1º de janeiro de 2028: novo aumento do limite anual de faturamento, para R$ 140 mil.

- De 2027 a 2030: período previsto para a concessão dos recursos do Pix MEI, conforme a implementação do programa.

A aplicação de cada benefício depende das condições previstas na lei, no decreto e nas regulamentações específicas. O empreendedor deve acompanhar os canais oficiais do governo, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para verificar os procedimentos de acesso e a data efetiva de cada medida.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Empresas do Simples poderão rever opção pelo recolhimento de IBS e CBS após definição de alíquota

 Empresas do Simples poderão rever opção pelo recolhimento de IBS e CBS após definição de alíquota

Publicado em:18/09/2026

As empresas optantes pelo Simples Nacional terão até 30 de setembro de 2026 para definir como pretendem recolher o IBS e a CBS no primeiro semestre de 2027. A possibilidade de rever essa decisão após a definição da alíquota de referência foi anunciada nesta sexta-feira (18), durante coletiva de imprensa que marcou o lançamento da força-tarefa formada pela Receita Federal, Fenacon, Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Sebrae.

A iniciativa conjunta tem como objetivo ampliar o acesso a informações sobre a Reforma Tributária, orientar empresários, profissionais da contabilidade e contribuintes e combater a desinformação sobre as novas regras.

Opções para as empresas

Com a implementação da Reforma Tributária, as empresas do Simples Nacional poderão escolher entre manter o IBS e a CBS dentro da sistemática do regime ou recolher esses tributos pelo regime regular, separadamente da guia única.

Na primeira alternativa, a empresa permanece com o recolhimento dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional em sua sistemática própria. Na segunda, denominada regime regular, o contribuinte continua no Simples para os demais tributos, mas passa a recolher o IBS e a CBS fora da guia única.

A opção para o primeiro semestre de 2027 deverá ser realizada até 30 de setembro de 2026. Segundo informações apresentadas durante a coletiva, a Receita Federal permitirá que a empresa reveja a decisão caso a definição posterior da alíquota de referência altere a avaliação sobre a escolha realizada.

A possibilidade está relacionada ao processo de definição da alíquota de referência da CBS para 2027. O Senado Federal tem até 15 de dezembro para analisar os cálculos elaborados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a definição da alíquota.

Orientação às empresas

Durante a coletiva, o vice-presidente Institucional da Fenacon, Diogo Chamun, destacou a importância de as empresas realizarem simulações antes de escolher a forma de recolhimento. A análise deve considerar fatores como o perfil dos fornecedores e clientes, a composição da cadeia produtiva e os impactos das novas regras sobre as relações comerciais.

Chamun também ressaltou que a transição para o novo sistema exigirá planejamento e adaptação por parte das empresas, especialmente porque os modelos tributários atual e novo conviverão durante o período de transição.

A força-tarefa anunciada pelas quatro instituições reúne ações de comunicação, capacitação e ferramentas práticas, com atenção especial às micro e pequenas empresas. A proposta é facilitar a compreensão das mudanças e ampliar o acesso a informações oficiais durante a implementação da Reforma Tributária.

Fonte: Fenacon - Sistema Sescap/Secon - FENACON

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O que muda em 2027 para as empresas do SIMPLES NACIONAL?

O que muda em 2027 para as empresas do Simples Nacional? Conheça o Novo Sistema Híbrido e a Nota Fiscal de Débito


A forma de apuração de impostos para as empresas enquadradas no Simples Nacional não sofrerá alterações em sua base para o ano de 2027. As empresas continuarão sujeitas aos limites e normas estabelecidos pela Lei Complementar (LC) 123/2006, operando também com os ajustes trazidos pelas LC 214/2025 e LC 227/2026. No entanto, o cenário tributário traz uma grande novidade: as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) ganham agora a opção de aderir ao sistema híbrido do CBS e IBS.

Como funciona o sistema híbrido? As empresas que desejarem adotar este novo formato deverão registrar sua opção em setembro, para vigência no primeiro semestre de 2027, e em março de 2027, para o segundo semestre. Ao escolher o sistema híbrido (ou separado do Simples Nacional), a rotina contábil do negócio passará a contar com duas operações mensais. Na prática, ocorrerá a apuração normal do Simples Nacional, enquanto o CBS e o IBS serão apurados fora desse sistema.

O modelo híbrido compensa para todos os optantes do Simples? A resposta é não. É estritamente necessário avaliar o custo-benefício de cada caso específico, sendo fundamental definir estratégias tributárias e financeiras em parceria com a contabilidade da empresa. Para basear essa decisão, três cenários principais devem ser analisados:

  • Vendas diretas ao consumidor final: Se este é o foco do seu negócio, manter-se no sistema Simples Nacional "Puro" já se define como a melhor opção, pois evitará gastos com novos serviços e despesas adicionais.

  • Vendas para outras empresas (B2B): É preciso analisar se os seus clientes empresariais já se pronunciaram sobre a questão de receber créditos do CBS e IBS. Caso a sua empresa venda para organizações de grande porte, elas poderão solicitar o crédito desses impostos ou exigir um desconto no valor para compensar a compra de uma ME ou EPP do Simples Nacional.

  • Nível de controle interno: A empresa precisa ter um controle de fluxo de caixa, de emissão de Nota Fiscal e de estoque totalmente integrado. Essa estrutura visa preparar o negócio para prestar contas ao fisco em caso de erros na apuração do novo imposto; sem esse controle completo, haverá problemas fiscais e tributários.

O que muda na emissão de Notas Fiscais e Notas Fiscais de Consumidor? No que diz respeito às obrigações, permanece o que já estava previsto em lei: as empresas continuam obrigadas a emitir Nota Fiscal em todas as operações de vendas, independentemente do formato de pagamento. Contudo, com a nova integração de sistemas, a Receita Federal analisará de perto a entrada e a saída de mercadorias. Essa mudança facilitará a identificação de sonegação em vendas sem nota fiscal e agilizará a fiscalização nas operações.

Novas responsabilidades: A criação da Nota Fiscal de Débito A partir de 1º de janeiro de 2027, algumas mudanças ocorrerão para responsabilizar não apenas as empresas optantes do Simples Nacional, mas todas as empresas do mercado, com a criação da "Nota Fiscal de Débito". Este novo documento entra em cena quando uma empresa fornecedora exigir que o pagamento seja feito de forma antecipada, ou seja, pagar antes da entrega da mercadoria. Quando isso acontecer, a empresa fornecedora deverá emitir a NF de Débito e enviar o arquivo XML da nota por e-mail antes que a sua empresa efetue o pagamento. Em resumo, qualquer empresa que realizar um pagamento antes da emissão desta NF de Débito ficará sujeita às multas da lei que entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. Por isso, antes de antecipar qualquer valor a um fornecedor, sua empresa deve solicitar a Nota Fiscal de Débito, que servirá como prova legal para a transferência bancária ou pagamento do boleto.

Resumo e próximos passos para os empresários:

  • Defina a sua estratégia tributária para 2027 até o dia 30/09/2026: avalie se o Simples Nacional Puro ou Híbrido é o melhor para a sua realidade.

  • Converse urgentemente com os seus fornecedores que costumam pedir adiantamento de valores sobre a adaptação da Nota Fiscal de Débito para 2027. Pergunte se eles já têm conhecimento desta mudança e se estão prontos para iniciar os testes de emissão das NFs de débitos ainda em 2026, facilitando todo o processo de adequação.



Nota: Outras mudanças serão tratadas mais à frente em novas matérias.


Agradecemos a sua confiança em nossos serviços. Até breve!










Simples Nacional - MEI - Documento fiscal

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